quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Somos todas mães

Amanhã Isabela completará 40 semanas de aluguel.  Será que toda gestação minha tem que ser longa assim?  Eu sei que eu nasci de 42 semanas, mas sinceramente achava que tinha pago minha dívida na gestação da Marina.

Bom, o importante é que ela parece estar saudável aqui dentro.  Eu estou um bagacinho, por isso nem escrevi nada na semana passada.  Mas li bastante coisa sobre maternidade, parto... e já cansei.  Hoje vou começar a reler uns livros que eu lembro de ter curtido muito na época em que li.  Afinal de contas, nem sair de casa pra comprar novos posso, porque todo dia tenho que ficar em casa esperando ou recebendo alguém que vem consertar alguma coisa aqui em casa.  Comprar apartamento detonado é esse suplício.

Mas precisava comentar que na semana passada li vários blogs.  Alguns falavam de uma guerra de mães e falavam sobre tolerância e deixa disso.  Eu sinceramente acho que pode até haver uma guerra de opinião na net, mas acho que as críticas não vem só de outras mães.  No Brasil, especialmente aqui no Rio onde todos se falam, todos se metem.  Inclusive gente que nunca teve filhos.  Não adianta nos darmos trégua umas para as outras e desmoronar na primeira crítica.  A gente tem que aprender a conviver com as nossas escolhas.  E vai que às vezes o palpite é bom?  Confesso que já aprendi coisas importantes com alguns deles.

Veja bem, não fico dando opinião que não foi pedida em shoppings, elevadores, praia, piscina....  mas consigo conviver com os palpiteiros existentes nestes lugares e tantos outros.  Porque eu sei que procuro o melhor para minha filha. E se eu pequei por ignorância, tudo bem.  Se errei por falta de capacidade, tudo bem também.  Nunca será por falta de boa vontade ou egoísmo.  Pelo menos não conscientemente.  E estendo esse mesmo pensamento sobre mim mesmo para outras mães.

E para provar o meu ponto de que toda mãe, a priori, está tentando acertar, coloco abaixo um link super interessante.  São 10 regras para se criar um filho que a Susan Sontag elaborou para si mesma.  Boa parte delas são coisas que eu já pratico, outras gostei de ter pensado nelas pela primeira vez.  Pra quem acha que ativistas políticos de esquerda passam todo o seu tempo pensando em como destruir a família, vai ser uma grata surpresa.  Eu acho.  Não sei, tem gente que prefere achar que todo mundo do seu lado é bom e do outro é mal.  Acredito que como filhas de Deus todas temos algo de divino, mas como participantes do mundo, sempre temos algo de maldoso a superar.  Espero que conhecer o lado íntimo de uma mulher que, aparentemente, estaria alheia às questões que nos acometem todos os dias e descobrir que ela tinha as mesmas preocupações que nós na função de mãe, torne o nosso coração mais tenro em relação às outras mulheres.

http://www.brainpickings.org/index.php/2012/09/13/susan-sontag-10-rules-for-raising-a-child/

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Começando 2014 com um propósito.

Ponderei bastante qual seria o meu projeto para o ano de 2014.  Depois de muito avaliar e também de perguntar a Deus o que deveria ser feito, acho que encontrei a minha filosofia para o ano: alcançar meus objetivos através dos meus hábitos.  E a pergunta a se repetir é: esse hábito me leva onde eu quero chegar?

Essa história de hábito veio com a chegada da Marina.  Porque a vida de criança é uma vida cheia de pequenos rituais... É o da comida, da hora do sono, da brincadeira.  A criança que tem hora e lugar para fazer as coisas é muito mais tranquila e segura.  Vejo isso na prática com a minha filha e aprendi bastante sobre o assunto em um curso para pais maravilhoso, chamado “Primeiros Passos”, que eu recomendo fortemente para mamães e papais interessados.  Quem quiser saber mais, pode procurar no site do IBF, Instituto Brasileiro da família. Eis o link: http://www.portalibf.org.br/index.php/sobre

Só que hábitos não são só coisas que a gente faz.  Hábitos são também padrões de pensamento que podem nos libertar ou aprisionar.  A ideia de viver a maternidade sem culpa, por exemplo, é uma filosofia libertadora, não um convite para se evitar as responsabilidades da vida de mãe.  É abrir mão de idealizar as coisas e buscar fazer o melhor com a realidade que se apresenta diante da gente.  Eu já fui muito perfeccionista e essa busca pelo melhor muitas vezes me paralisava, especialmente naqueles momentos em que tudo parece tão distante do ideal.   Ainda existem muitas outras atitudes minhas que podem melhorar e são essas coisas com as quais estou mais preocupada.

Essas pequenas melhorias em nossas atitudes são possíveis e fazem a diferença na família.  Vou lhes contar uma experiência recente: na minha mudança tem dado muita coisa errada.  Um dia desses, meu marido foi furar a parede do banheiro e atingiu um cano.  Foi água para tudo quanto é lado...  Ele ficou desesperado (e eu também).  Segundo ele, eu deveria tê-lo chamado de imbecil.  Mas eu tenho buscado ser uma pessoa otimista e na hora, só procurei ajudá-lo e disse que tudo bem, que nós iríamos resolver.  Eu não tinha noção de como isso faria bem ao meu marido.  Depois, ele veio me dizer o quanto se sentiu amado naquele momento.


Acredito no poder que uma mãe tem sobre sua família.  Vejo isso na minha sempre: quanto mais me esforço para ser uma mãe e esposa melhor, mais percebo benefícios na vida da minha família.  E sempre que procuro ser melhor é por lembrar dos conselhos e exemplos da minha própria mãe e vó.  Mesmo quando elas não estão comigo, a influência do que elas me mostraram me ensinam que vale a pena ser o melhor que a gente sabe ser.