Acho que a coisa mais reconfortante que já ouvi na minha vida foi quando ouvi de um líder religioso que não existe essa tal vida equilibrada. Ele explicou que na verdade nós estamos o tempo todo como o equilibrista com aqueles pratos girando, tentando fazer com que tudo rode direitinho e não caia. Sinto que quando um desses pratos é a vida de nossos filhos, eu fico bem mais sensível aos problemas. Esse ano eu tenho dado muito pouca atenção a educação das minhas filhas. Me tornei aquela mãe que eu nunca quis ser que simplesmente coloca na escola e busca.
Não que eu tenha abandonado a meta de ensinar coisas. Continuo levando no museu, teatro, colocando boa música, assistindo bons filmes junto com elas. Mas claro, que não na frequência de antigamente. Mas eu estou com sérios problemas para colocar em dia todas as minhas pendências administrativas e os trabalhos delas tem estado no meio deles. Para piorar tudo isso, a mais velha deu para resistir para fazer as coisas. Se já é um problema conseguir sentar para fazer, quando a gente senta ela se recusa. Aí a mamãe aqui se sente ainda mais desanimada.
Enfim, como com tudo na vida, resolvi que trataria do assunto através de uma meta. Separando um tempo semanal com data e hora para que os assuntos da escola delas se resolvam. E esse dia acabei de marcar como a quarta-feira depois da escola. Assim, se ela não fizer o trabalho, não vai para a aula de judô às 19 horas, que ela adora. Vamos ver se vai funcionar.
Resolvi compartilhar esse dilema porque sei que eu não estou sozinha nesses pequenos desafios que roubam nossa coragem e que podem virar uma bola de neve. O negócio é respirar fundo, planejar e executar. Vai dar certo!
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
terça-feira, 22 de setembro de 2015
O Desmame - Parte 2
Gostaria de estar escrevendo aqui a minha história de sucesso, mas o fato é que a novela do desmame parece que vai demorar um tempo ainda.
Acontece que essa mamãe está o bagaço da laranja. Estou cuidando sozinha da casa, marido chegando em casa sempre tarde, trabalhando feito louca na minha nova empresa que ainda há de ser anunciada... Enfim, são muitas atribuições para uma única pessoa. Tendo que fazer tudo isso sorrindo ainda por cima!
E o que o desmame tem a ver com isso? Muito bem, a hora de dormir. Eu tinha conseguido com muito choro eliminar a mamada da noite nesse final de semana. Eu estava tão exausta que dormi com ela na minha cama mesmo. Resultado: acordei nessa segunda de manhã com uma neném que tinha levantado a minha roupa e estava mamando super faceira.
Ontem de noite eu estava completamente acabada e ela só chorava. Por meia hora eu suportei... Mas quando pensei em tudo o que eu teria que fazer hoje e que eu precisava dessas horas de sono de forma fundamental, eu joguei a toalha e deixei que ela mamasse. Pensei que a fadiga que eu já estava experimentando não me permitia mais uma noite assim. Meu humor já estava dando sinais do meu esgotamento. Não é seguro para as pessoas ao meu redor passar desse ponto. Mais do que isso, quem vai começar a morder os outros sou eu!
E aí que está voltamos a estaca zero no assunto mamada da noite. Mas agora eu tenho que tirar uma semana para recuperar esse sono que eu perdi para tentar de novo.
Acontece que essa mamãe está o bagaço da laranja. Estou cuidando sozinha da casa, marido chegando em casa sempre tarde, trabalhando feito louca na minha nova empresa que ainda há de ser anunciada... Enfim, são muitas atribuições para uma única pessoa. Tendo que fazer tudo isso sorrindo ainda por cima!
E o que o desmame tem a ver com isso? Muito bem, a hora de dormir. Eu tinha conseguido com muito choro eliminar a mamada da noite nesse final de semana. Eu estava tão exausta que dormi com ela na minha cama mesmo. Resultado: acordei nessa segunda de manhã com uma neném que tinha levantado a minha roupa e estava mamando super faceira.
Ontem de noite eu estava completamente acabada e ela só chorava. Por meia hora eu suportei... Mas quando pensei em tudo o que eu teria que fazer hoje e que eu precisava dessas horas de sono de forma fundamental, eu joguei a toalha e deixei que ela mamasse. Pensei que a fadiga que eu já estava experimentando não me permitia mais uma noite assim. Meu humor já estava dando sinais do meu esgotamento. Não é seguro para as pessoas ao meu redor passar desse ponto. Mais do que isso, quem vai começar a morder os outros sou eu!
E aí que está voltamos a estaca zero no assunto mamada da noite. Mas agora eu tenho que tirar uma semana para recuperar esse sono que eu perdi para tentar de novo.
sexta-feira, 11 de setembro de 2015
O Desmame - Parte 1
Já começo pelo título avisando que essa é só a primeira parte de um processo todo delicado.
Não que tenha que ser assim. Quando eu tive que desmamar a mais velha foram 3 dias chorando e pronto. Mas naquela época, se ela chorasse só me acordava. O papai ainda achava choro novidade. Eu passava o dia no trabalho. Era tudo muito diferente.
Agora é o desmame nível profissional. Ela está com 1 ano e 7 meses e sempre esteve comigo. Enquanto a mais velha me viu passar o dia fora a partir dos 6 meses, essa teve o seu leitinho morninho e fresquinho na fonte desde sempre. Realmente a dor é maior.
Mas hoje, terceiro dia, ela já parou de chorar por não mamar durante o dia. Oba! Bom, a noite é que será outros 500, como foi ontem. E eu pensei em ir até o final na última noite, mas vi que o papai não estava no clima de ouvir choro a madrugada a dentro. Agora no final de semana será a hora da verdade.
Mas por que eu não esperei os dois anos? Pelo mesmo motivo que eu não esperei da primeira filha. Algumas crianças se prejudicam com a amamentação depois de certa idade e esse é o caso das minhas filhas. Elas deixam de comer para querer mamar! E não adianta dizer que é só mamar nos horários porque elas guardam a barriga pra essa hora. Não sei explicar como elas não ficam com fome mas o fato é que mesmo tomando complementos, isso está afetando o ganho de peso e o crescimento da bebê da mesma forma como aconteceu com a mais velha. E por conta disso, tomei a mesma decisão.
De certa forma dessa vez tem um lado muito mais saudosista do que da primeira vez. É realmente difícil deixar de amamentar para quem gosta como eu. Eu adoro ver a carinha de satisfação no rostinho delas. E é muito bom estar pertinho dessas bonequinhas de forma tão íntima. Melhor ainda ver que a imunidade delas é maravilhosa por conta da amamentação: a mais velha adoeceu com mais frequência depois que parou de mamar.
Por outro lado, deixar de amamentar é uma carta de alforria pra mãe. Sem mais desculpas do pai dizendo que não pode ficar porque não pode dar de mamar. A criança fica mais tempo com outras pessoas, bem e feliz, tornando mais fácil sair um pouco sem elas. Você pode escolher a roupa que quiser porque não vai ter que ficar pensando em como vai fazer pra dar o peito. Fora que chega de ter que ficar procurando um local ou maneira adequado pra evitar aborrecimentos com as outras pessoas.
É a vida de mãe de criança é cheia de fases a se vencer. Mais uma etapa que vencemos juntas! E a chupeta que nos acuda!
Não que tenha que ser assim. Quando eu tive que desmamar a mais velha foram 3 dias chorando e pronto. Mas naquela época, se ela chorasse só me acordava. O papai ainda achava choro novidade. Eu passava o dia no trabalho. Era tudo muito diferente.
Agora é o desmame nível profissional. Ela está com 1 ano e 7 meses e sempre esteve comigo. Enquanto a mais velha me viu passar o dia fora a partir dos 6 meses, essa teve o seu leitinho morninho e fresquinho na fonte desde sempre. Realmente a dor é maior.
Mas hoje, terceiro dia, ela já parou de chorar por não mamar durante o dia. Oba! Bom, a noite é que será outros 500, como foi ontem. E eu pensei em ir até o final na última noite, mas vi que o papai não estava no clima de ouvir choro a madrugada a dentro. Agora no final de semana será a hora da verdade.
Mas por que eu não esperei os dois anos? Pelo mesmo motivo que eu não esperei da primeira filha. Algumas crianças se prejudicam com a amamentação depois de certa idade e esse é o caso das minhas filhas. Elas deixam de comer para querer mamar! E não adianta dizer que é só mamar nos horários porque elas guardam a barriga pra essa hora. Não sei explicar como elas não ficam com fome mas o fato é que mesmo tomando complementos, isso está afetando o ganho de peso e o crescimento da bebê da mesma forma como aconteceu com a mais velha. E por conta disso, tomei a mesma decisão.
De certa forma dessa vez tem um lado muito mais saudosista do que da primeira vez. É realmente difícil deixar de amamentar para quem gosta como eu. Eu adoro ver a carinha de satisfação no rostinho delas. E é muito bom estar pertinho dessas bonequinhas de forma tão íntima. Melhor ainda ver que a imunidade delas é maravilhosa por conta da amamentação: a mais velha adoeceu com mais frequência depois que parou de mamar.
Por outro lado, deixar de amamentar é uma carta de alforria pra mãe. Sem mais desculpas do pai dizendo que não pode ficar porque não pode dar de mamar. A criança fica mais tempo com outras pessoas, bem e feliz, tornando mais fácil sair um pouco sem elas. Você pode escolher a roupa que quiser porque não vai ter que ficar pensando em como vai fazer pra dar o peito. Fora que chega de ter que ficar procurando um local ou maneira adequado pra evitar aborrecimentos com as outras pessoas.
É a vida de mãe de criança é cheia de fases a se vencer. Mais uma etapa que vencemos juntas! E a chupeta que nos acuda!
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