quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Sendo mãe e tudo o mais

Acho que a coisa mais reconfortante que já ouvi na minha vida foi quando ouvi de um líder religioso que não existe essa tal vida equilibrada.  Ele explicou que na verdade nós estamos o tempo todo como o equilibrista com aqueles pratos girando, tentando fazer com que tudo rode direitinho e não caia. Sinto que quando um desses pratos é a vida de nossos filhos, eu fico bem mais sensível aos problemas.  Esse ano eu tenho dado muito pouca atenção a educação das minhas filhas.  Me tornei aquela mãe que eu nunca quis ser que simplesmente coloca na escola e busca.

Não que eu tenha abandonado a meta de ensinar coisas. Continuo levando no museu, teatro, colocando boa música, assistindo bons filmes junto com elas.  Mas claro, que não na frequência de antigamente. Mas eu estou com sérios problemas para colocar em dia todas as minhas pendências administrativas e os trabalhos delas tem estado no meio deles.  Para piorar tudo isso, a mais velha deu para resistir para fazer as coisas.   Se já é um problema conseguir sentar para fazer, quando a gente senta ela se recusa.  Aí a mamãe aqui se sente ainda mais desanimada.

Enfim, como com tudo na vida, resolvi que trataria do assunto através de uma meta.  Separando um tempo semanal com data e hora para que os assuntos da escola delas se resolvam.  E esse dia acabei de marcar como a quarta-feira depois da escola.  Assim, se ela não fizer o trabalho, não vai para a aula de judô às 19 horas, que ela adora.  Vamos ver se vai funcionar.

Resolvi compartilhar esse dilema porque sei que eu não estou sozinha nesses pequenos desafios que roubam nossa coragem e que podem virar uma bola de neve.  O negócio é respirar fundo, planejar e executar.  Vai dar certo!


terça-feira, 22 de setembro de 2015

O Desmame - Parte 2

Gostaria de estar escrevendo aqui a minha história de sucesso, mas o fato é que a novela do desmame parece que vai demorar um tempo ainda.

Acontece que essa mamãe está o bagaço da laranja.  Estou cuidando sozinha da casa, marido chegando em casa sempre tarde, trabalhando feito louca na minha nova empresa que ainda há de ser anunciada... Enfim, são muitas atribuições para uma única pessoa.  Tendo que fazer tudo isso sorrindo ainda por cima!

E o que o desmame tem a ver com isso?  Muito bem, a hora de dormir.  Eu tinha conseguido com muito choro eliminar a mamada da noite nesse final de semana.  Eu estava tão exausta que dormi com ela na minha cama mesmo.  Resultado: acordei nessa segunda de manhã com uma neném que tinha levantado a minha roupa e estava mamando super faceira.

Ontem de noite eu estava completamente acabada e ela só chorava.  Por meia hora eu suportei... Mas quando pensei em tudo o que eu teria que fazer hoje e que eu precisava dessas horas de sono de forma fundamental, eu joguei a toalha e deixei que ela mamasse.  Pensei que a fadiga que eu já estava experimentando não me permitia mais uma noite assim.   Meu humor já estava dando sinais do meu esgotamento.  Não é seguro para as pessoas ao meu redor passar desse ponto.  Mais do que isso, quem vai começar a morder os outros sou eu!

E aí que está voltamos a estaca zero no assunto mamada da noite.  Mas agora eu tenho que tirar uma semana para recuperar esse sono que eu perdi para tentar de novo.


sexta-feira, 11 de setembro de 2015

O Desmame - Parte 1

Já começo pelo título avisando que essa é só a primeira parte de um processo todo delicado.

Não que tenha que ser assim.  Quando eu tive que desmamar a mais velha foram 3 dias chorando e pronto.  Mas naquela época, se ela chorasse só me acordava.  O papai ainda achava choro novidade.  Eu passava o dia no trabalho.  Era tudo muito diferente.

Agora é o desmame nível profissional.  Ela está com 1 ano e 7 meses e sempre esteve comigo.  Enquanto a mais velha me viu passar o dia fora a partir dos 6 meses, essa teve o seu leitinho morninho e fresquinho na fonte desde sempre.  Realmente a dor é maior.

Mas hoje, terceiro dia, ela já parou de chorar por não mamar durante o dia.  Oba!  Bom, a noite é que será outros 500, como foi ontem.  E eu pensei em ir até o final na última noite, mas vi que o papai não estava no clima de ouvir choro a madrugada a dentro.  Agora no final de semana será a hora da verdade.

Mas por que eu não esperei os dois anos? Pelo mesmo motivo que eu não esperei da primeira filha. Algumas crianças se prejudicam com a amamentação depois de certa idade e esse é o caso das minhas filhas.  Elas deixam de comer para querer mamar!  E não adianta dizer que é só mamar nos horários porque elas guardam a barriga pra essa hora.  Não sei explicar como elas não ficam com fome mas o fato é que mesmo tomando complementos, isso está afetando o ganho de peso e o crescimento da bebê da mesma forma como aconteceu com a mais velha.  E por conta disso, tomei a mesma decisão.

De certa forma dessa vez tem um lado muito mais saudosista do que da primeira vez.  É realmente difícil deixar de amamentar para quem gosta como eu.  Eu adoro ver a carinha de satisfação no rostinho delas.  E é muito bom estar pertinho dessas bonequinhas de forma tão íntima.  Melhor ainda ver que a imunidade delas é maravilhosa por conta da amamentação: a mais velha adoeceu com mais frequência depois que parou de mamar.

Por outro lado, deixar de amamentar é uma carta de alforria pra mãe.  Sem mais desculpas do pai dizendo que não pode ficar porque não pode dar de mamar.  A criança fica mais tempo com outras pessoas, bem e feliz, tornando mais fácil sair um pouco sem elas.  Você pode escolher a roupa que quiser porque não vai ter que ficar pensando em como vai fazer pra dar o peito.  Fora que chega de ter que ficar procurando um local ou maneira adequado pra evitar aborrecimentos com as outras pessoas.

É a vida de mãe de criança é cheia de fases a se vencer.  Mais uma etapa que vencemos juntas!  E a chupeta que nos acuda!

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

As Crianças Que Mordem

Criança não sabe se defender, mas bem que tenta.  E além disso ainda ataca no dia em que acorda com a macaca.  Pelo menos as minhas sempre foram assim, primeiro elas tentam resolver o assunto e só correm pra mim quando não conseguem.  São duas princesinhas, manhosas e carinhosas, mas não levam de jeito nenhum desaforo para casa.

Acontece que isso nunca foi um problema com a primeira filha porque ela não mordia.  Meu marido sempre lembra de uma vez em que a mais velha tomou um empurrão de um amiguinho e já caiu socando de volta.  Começou a chorar porque só achou vento, meu marido e o pai do menino assistindo e achando aquilo engraçado.

Agora a caçula morde.  Ah, e como morde!  Todo dia eu tenho que brigar com ela por morder a irmã.  E eu me recordo bem do que é ser mordida pela caçulinha porque sou a mais velha.  Coloco de castigo, dou bronca... Mas parar que é bom nada.  Pelo menos ela já se sente mal por machucar a irmã e já sai dando um abraço de desculpas.  Felizmente, essa tática de defesa ela não estava usando na escola.  Até semana passada, quero dizer.

Então na quinta passada veio a notícia de que ela mordeu.  Eu já imaginei aquela boquinha cheia de dente no braço da amiguinha.  Para meu alívio, a minha pequena estava apenas se defendendo de uma amiguinha maior que bateu nela, mas fiquei apreensiva com a repercussão do fato.  Todo mundo sabe que quando a criança volta mordida sai comentário contra a escola e contra a educação do mordedor.

É claro que a gente entende a mãe do mordido.  Primeiro, mordida é chato porque dói bem mais.  Porque afinal de contas, pressão é força sobre área e aqueles dentinhos fininhos podem ser bem afiados.  Segundo porque você chega do trabalho e busca seu filho na creche querendo muito sentir que ele está lá seguro e salvo.  Ver as marcas da agressão, mesmo que seja de um toquinho de gente como ele mesmo, ou até menor, é certo de estragar o dia de muitas mães.

Acontece que estar no lugar da mãe da criança que morde é muito delicado.  Porque a gente não tem como colocar uma mordaça no filho.  A gente conversa, explica, castiga.  Mas a mordida que acontece na creche, longe de nossos olhos, é algo que a gente não pode prevenir.  E mesmo que estivesse perto, eles são rápidos.  A situação da professora é complicada, tendo que conter os ânimos dos bonequinhos que mudam de alegria para a irritação em segundos.  Ninguém quer ser o responsável por estragar o dia de outras mães... E também não gostaríamos que acontecesse com os nossos pimpolhos e nos sentimos muito mal com isso.  

Seria tão perfeito se mães tivessem compaixão das outras em momentos como esse.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Vacinas atrasadas e outros vacilos de mãe

Semana passada levei minha bebê para vacinar na campanha do Zé gotinha e percebi que tinha vacinas atrasadas que eu tinha simplesmente esquecido. Na época da minha primeira filha atrasar uma vacina era inadmissível. Agora com duas, engoli seco e fui lá resolver o problema.



É claro que essa minha dificuldade de hoje pode não ter acontecido na minha primeira filha, mas com certeza eu tive outras. Só que na época eu sofria muito mais a cada decepção. É claro que é doído comparar a mãe que eu sou com aquela que eu gostaria de ser. Por isso que desde que eu desisti dessa comparação, tenho me sentido muito mais leve e capaz de mudar as circunstâncias. Porque o tempo que eu perdia me sentindo a pior criatura do universo, hoje eu crio um alarme no google para me mandar um e-mail me lembrando da próxima vacina.

Na verdade esse é um presente que a maternidade me deu. Eu percebi que eu não tinha tempo para ficar nesse drama que sempre roubava minha coragem. Esse era um padrão que me afetava em todas as áreas da minha vida, mas que só roubava o meu sucesso. Agora com minha filha, não tinha como fugir para mediocridade. Ela estava ali, me esperando sorridente e totalmente dependente de mim. Não tinha como dizer “não sirvo pra essa história de mãe e vou fazer outra coisa.” E o meu amor por ela me faz sentir na obrigação de oferecer o melhor.

Acredito que toda mãe precisa viver esse momento libertador de perdoar seus próprios erros e aceitar que vai falhar muitas e muitas vezes. Se todas as mães erraram e erram e ainda assim amam e são amadas, por que não eu e as minhas filhas?

Me organizarei para que a próxima vacina seja na data. E que venham outros aprendizados!

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Veja também
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segunda-feira, 10 de março de 2014

Vencido o primeiro mês!

Bom, eu estou com dificuldades para escrever neste espaço por conta da jornada dos primeiros dias. Mas fiquei pensando sobre o que falar primeiro... E acho que cabe uma palavra sobre os baby blues, ou o desânimo dos primeiros dias.

A primeira coisa que me ajudou muito dessa vez foi já saber que eu me sentiria assim.  Ninguém me avisou no caso da Marina e eu ouvi o canto da sereia.  Uma coisa leva a outra: você está cansada, sem dormir, cheia de pontos, com dor, sem ter como cuidar de suas coisas e ninguém para fazê-las, preocupada se um dia voltará a ser você mesma... E aí você não tem paciência para as pessoas.  Os seus relacionamentos se deterioram e assim você passa a realmente ter um problema.  Você fica mais desanimada ainda e as dificuldades se acumulam, passa a ter menos paciência ainda com as pessoas... E é um ciclo vicioso.

Segundo a OMS, 80% das mulheres se sentem assim nas primeiras duas ou três semanas após o parto. Então pense que mesmo a Angelina Jolie, casada com o Brad Pitt, provavelmente se sentiu assim.  Como ela não tem os problemas que a gente tem, ela deve ter passado duas semanas desolada pensando nas mazelas da África e chorando nos intervalos comerciais.  A gente, no entanto, pode começar a pensar que os nossos problemas é que são muito grandes.  E aí é que mora o perigo.

É importante saber que 1,5% da população evolui para uma depressão pós-parto.  Dentre os sintomas mais sérios temos pensamentos suicidas e rejeição do bebê.  Mas os outros 78,5% também podem encerrar esse tempo namorando a tristeza e deixar de viver momentos preciosos de suas vidas.  Isso porque a tristeza é demasiadamente atraente.  Quando você vê gente parada na rua para ver algo você pensa o quê?  Pararam para ver um acidente ou outra tragédia qualquer.  Ninguém para pra ver uma cena fofa.  Quais são os maiores sucessos da música?  Não são as dores de cotovelo que mais escutamos no rádio?  Por mais que a gente queira a felicidade, a tristeza é muito sedutora.  E se você é uma mulher comum, você tem vários motivos para se alegrar -- e vários outros para se sentir triste.  É só escolher.

Mas como saber se você está no 1,5% ou não?  Falando com o seu médico.  Eu não estava e a minha tristeza passou, mas somente quando eu me ocupei demais com os cuidados com o bebê e da casa (coisa que eu só pude fazer no ritmo que gostaria depois de 80 dias da cesárea).  Agora no segundo filho, foi muito bom estar escovada e saber o que esperar.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Vamos falar sobre parto

Pois é, eu sumi.  E nesse sumiço apareceu a Isabela, de 40 semanas.  Nasceu com 50 cm, 3.443 kgs. Uma fofurinha risonha que está trazendo muita alegria pra gente.

Mas eu sumi não só por causa dos trabalhos dos primeiros dias.  Ela está com 16 dias e nesse tempo eu não tenho feito muito mais do que amamentar porque ainda estou me recuperando da cirurgia.  É, o meu sonhado parto normal não aconteceu de novo... E eu vou viver mais uma vez um resguardo de 90 dias.  No segundo filho isso é bem mais complicado.

Complicações à parte, eu confesso que pra mim foi uma decepção:  eu tinha muitas expectativas para este parto.  Mais uma vez aprendi que expectativas só servem mesmo para nos deixarem para baixo.  E os primeiros dias foram bem chatos porque eu fiquei cozinhando o assunto e tentando fazer sentido de tudo aquilo.

Eu sempre quis parto normal.  Marina nasceu de 41 semanas e 1 dia e eu ainda estava na dúvida se esperava mais um pouco para ter um parto normal.  Agora eu estava de novo esperando ansiosa -- pelo menos eu entrei em trabalho de parto dessa vez.  Comecei a sentir cólica 11 horas da manhã e as contrações começaram a vir de 5 em 5 minutos às 2 da tarde.  Mas até aí tudo bem... Saí de casa 1:30 da tarde com a minha mãe.  O trânsito estava meio ruim, então levamos quase meia hora do Recreio dos Bandeirantes até a Perinatal da Barra. Com tudo isso, no entanto, eu só tinha 3 cm de dilatação.  Às 4 horas, ainda 4cm.  Estava doendo muito, mas eu estava levando numa boa!  A médica havia me colocado na cardio e eu estava só mentalizando que aquilo era o anúncio de que em breve veria o rostinho da minha bebê.  Parecia tudo bem.

Até que às 5 horas mais ou menos a bolsa estourou.  E aí é que a coisa ficou feia: o líquido estava verde. Bem verde.  Os médicos chamam isso de tinto e é causado pela evacuação do bebê (o primeiro cocô se chama mecônio).  Quando eu vi aquilo eu só queria minha médica!  Acho que foram os 15 minutos mais longos até que ela chegasse e me dissesse que estava tudo bem... Eu entrei em pânico e minha mãe ficou super nervosa com o meu nervoso... E com uma equipe de enfermagem super incompetente, a situação ficou ainda mais tensa pra mim.

Então a médica me disse que eu poderia tentar o parto normal ainda se quisesse.  Que o líquido realmente estava tinto, mas que a cardio que acabara de ser feita tinha demonstrado que ela estava bem. Então eu perguntei pra ela com quanto de dilatação eu estava e ela me disse que eu tinha os mesmos 4cm.  Quando eu ouvi que toda aquela hora de sofrimento não tinha produzido nada, eu fiquei muito preocupada.  Fiquei pensando que para o neném nascer, poderia levar mais 5 horas ou mais.  E 5 horas poderia ser coisa demais para a minha filha.  E se nesse tempo ela entrasse em sofrimento?  E se nascesse com problemas?

Não pensei muito mais e disse que queria uma cesária.  Daquele momento em diante foi muito difícil suportar as dores porque o meu psicológico tinha ido para as cucuias.  Até que ela nascesse foram quase duas horas.  Nessas duas horas, as contrações foram reduzindo o intervalo para 3 minutos e eram muito mais intensas e dolorosas.  E o parto não começava porque o anestesista não chegava.  Justo ele!  O mais esperado!  A cada contração eu sentia medo de estar perto demais de entrar na fase expulsiva... Minha mãe já não me acompanhava mais.  Meu marido não tinha chegado.  Eu estava ali, sozinha, e sentia muita, muita dor e preocupação.  Eu não sabia quanto tempo a minha filha tinha.  E se a médica estivesse errada?  E se ela já estivesse em sofrimento?

Bom, quando enfim aconteceu o parto, eu estava me sentindo só, perdida, preocupada.  Não tinha ninguém para realmente me contar o que estava acontecendo.  E aí quando a minha bebê saiu nas mãos da pediatra, meu coração gelou: ela não chorava.  Era um bebezinho inerte e os seus pezinhos e mãozinhas era roxos como se fosse um hematoma.  Ela toda parecia estar sem ar... Meio sem vida.  Foi uma angústia que eu gostaria de jamais ter vivido na minha vida.  A pediatra colocou com pressa um instrumento, acho que para aspirar qualquer coisa que houvesse nas vias aéreas dela.  E depois de alguns segundos ela chorou.  Ufa! Que alívio.  Fechei os olhos e fiquei grata a Deus da minha filha estar viva.  E me senti aliviada de ter optado por uma cesariana.  Minha filha realmente não poderia esperar muito mais tempo para nascer saudável.

Mas ainda assim, os dias seguintes eu fiquei meio pesarosa com a experiência.  Minha médica tinha sido atenciosa e respeitado minhas opções, mas eu fiquei assustada com a possibilidade de minha escolha colocar em risco a saúde da bebê.  Fiquei triste de não ter conseguido mais uma vez ter um parto normal.  E fiquei impressionada com a primeira imagem da minha pequena e toda aquela aflição que senti.  Meu único alento foi ter pensado primeiro nela e depois em mim e nas minhas expectativas.

Maternidade pode até ser livre de culpas mas nunca será livre de emoções fortes.