Acho que a coisa mais reconfortante que já ouvi na minha vida foi quando ouvi de um líder religioso que não existe essa tal vida equilibrada. Ele explicou que na verdade nós estamos o tempo todo como o equilibrista com aqueles pratos girando, tentando fazer com que tudo rode direitinho e não caia. Sinto que quando um desses pratos é a vida de nossos filhos, eu fico bem mais sensível aos problemas. Esse ano eu tenho dado muito pouca atenção a educação das minhas filhas. Me tornei aquela mãe que eu nunca quis ser que simplesmente coloca na escola e busca.
Não que eu tenha abandonado a meta de ensinar coisas. Continuo levando no museu, teatro, colocando boa música, assistindo bons filmes junto com elas. Mas claro, que não na frequência de antigamente. Mas eu estou com sérios problemas para colocar em dia todas as minhas pendências administrativas e os trabalhos delas tem estado no meio deles. Para piorar tudo isso, a mais velha deu para resistir para fazer as coisas. Se já é um problema conseguir sentar para fazer, quando a gente senta ela se recusa. Aí a mamãe aqui se sente ainda mais desanimada.
Enfim, como com tudo na vida, resolvi que trataria do assunto através de uma meta. Separando um tempo semanal com data e hora para que os assuntos da escola delas se resolvam. E esse dia acabei de marcar como a quarta-feira depois da escola. Assim, se ela não fizer o trabalho, não vai para a aula de judô às 19 horas, que ela adora. Vamos ver se vai funcionar.
Resolvi compartilhar esse dilema porque sei que eu não estou sozinha nesses pequenos desafios que roubam nossa coragem e que podem virar uma bola de neve. O negócio é respirar fundo, planejar e executar. Vai dar certo!
Nenhum comentário:
Postar um comentário