terça-feira, 25 de agosto de 2015

Vacinas atrasadas e outros vacilos de mãe

Semana passada levei minha bebê para vacinar na campanha do Zé gotinha e percebi que tinha vacinas atrasadas que eu tinha simplesmente esquecido. Na época da minha primeira filha atrasar uma vacina era inadmissível. Agora com duas, engoli seco e fui lá resolver o problema.



É claro que essa minha dificuldade de hoje pode não ter acontecido na minha primeira filha, mas com certeza eu tive outras. Só que na época eu sofria muito mais a cada decepção. É claro que é doído comparar a mãe que eu sou com aquela que eu gostaria de ser. Por isso que desde que eu desisti dessa comparação, tenho me sentido muito mais leve e capaz de mudar as circunstâncias. Porque o tempo que eu perdia me sentindo a pior criatura do universo, hoje eu crio um alarme no google para me mandar um e-mail me lembrando da próxima vacina.

Na verdade esse é um presente que a maternidade me deu. Eu percebi que eu não tinha tempo para ficar nesse drama que sempre roubava minha coragem. Esse era um padrão que me afetava em todas as áreas da minha vida, mas que só roubava o meu sucesso. Agora com minha filha, não tinha como fugir para mediocridade. Ela estava ali, me esperando sorridente e totalmente dependente de mim. Não tinha como dizer “não sirvo pra essa história de mãe e vou fazer outra coisa.” E o meu amor por ela me faz sentir na obrigação de oferecer o melhor.

Acredito que toda mãe precisa viver esse momento libertador de perdoar seus próprios erros e aceitar que vai falhar muitas e muitas vezes. Se todas as mães erraram e erram e ainda assim amam e são amadas, por que não eu e as minhas filhas?

Me organizarei para que a próxima vacina seja na data. E que venham outros aprendizados!

*****
Veja também
http://www.vivendoabundante.blogspot.com.br/

Nenhum comentário:

Postar um comentário